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Quarta-feira, 8 de Março de 2006

Censura em Nova Iorque

Chama-se Rachel Corrie[*] mas o público de Nova Iorque não a vai conhecer


 


Mais uma história importante morre nos media de referência! Morre? Nem sequer chegou a eles! Tirando uma pequena história no Guardian da semana passada. Aqui no InI, tenho tentado mantê-los informados o melhor que posso sobre os acontecimentos à volta do “adiamento” da estreia em Nova Iorque. O Counterpunch trouxe uma história escrita por Vanessa Redgrave, “A segunda morte de Rachel Corrie” e o WSWS tem uma, “Capitulação aos censores sionistas – Estreia de Rachel Corrie cancelada pelo Grupo de Teatro de Nova Iorque”, de Peter Daniels, 3 de Março de 2006.


 


De acordo com Nicola [Director Artístico do Grupo Teatral de Nova Iorque], ele sondou os líderes religiosos judeus e da comunidade, em Nova Iorque, e a “a resposta que obtivemos foi que a ideia de que poderíamos apresentar o trabalho desta escritora, simplesmente como um trabalho artístico, sem parecer estar a tomar uma posição, era uma fantasia”.


 


O Grupo Teatral de Novo Iorque negou ter cancelado a peça (ver relativo a O MEU NOME É RACHEL CORRIE), afirmando:


 


Com um calendário largamente condicionado pelos compromissos pré-existentes do director Alan Rickman, tínhamos menos de dois meses para considerar montar a produção. Mesmo nesta tentativa em tão curto tempo, este teatro distingue-se dos outros.


 


Quando percebemos que havia uma forte possibilidade de alguns grupos, de vários pontos do conflito político, usarem a peça como uma plataforma para promover as suas próprias agendas, questionámos de forma muito normal, pelo menos é isso que pensamos, os nossos colegas de Londres sobre uma alteração nas datas. A nossa intenção em propor o adiamento foi termos tempo suficiente para contextualizar o trabalho de modo a que a poderosa voz de Rachel Corrie pudesse ser melhor ouvida sem o ruído de fundo de outros a gritarem os seus propósitos.


 


Uma afirmação, não desmentida, de Alan Rickman, num artigo do Guardian


 


Uma companhia de teatro em Nova Iorque pôs de parte os planos para exibir uma peça sobre uma activista Americana morta por um bulldozer Israelita em Gaza, devido ao actual “clima politico” – uma decisão que o britânico Alan Rickman, director da peça, denunciou como sendo “censura”.


“Rickman denuncia “censura” de peça sobre activista Americana em Gaza”, Julian Borger,The Guardian, Quinta-Feira, 28 de Fevereiro de 2006


 


O Nova Iorquino Broadway.com publicou um pequeno artigo


 


Esperava-se que o Grupo de Teatro de Nova Iorque apresentasse a peça no próximo mês, mas o espectáculo nunca foi anunciado para Novo Iorque e já não está previsto que aconteça. De acordo com Viner, que escreveu no Guardian de hoje (1/3/2006), “Os voos para os actores e para o resto da equipa já estavam marcados; o programa da produção estava entregue; os anúncios para a imprensa planeados e aprovados; os bilhetes anunciados na internet.” Mas acrescenta, “o clima político, disseram-nos, mudou dramaticamente desde que a peça foi marcada.”


 


“Clima político”? Forma habilidosa de dizer censura! Parece-me que é uma ilustração perfeita do sucesso da propaganda Israelita de silenciamento das vozes da oposição com o medo de serem chamados “anti-semitas”. Mais um dia triste para a subserviente “esquerda”, e pior ainda, onde andam aquelas vozes da comunidade artística, que no passado, e muito bem, condenaram a censura na União Soviética e noutros lados? Que falem agora ou se calem para sempre!


 


 


[*]Rachel Corrie foi uma estudante Americana morta por um bulldozer Israelita em Gaza. Para saber mais sobre a sua história veja aqui.


 


 


Traduzido por Alexandre Leite, a partir de um texto de William Bowles publicado a 7 de Março de 2006 em http://www.williambowles.info


 


 


 

publicado por Alexandre Leite às 00:28

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